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SUPERINTENDENTE DE INVESTIGAÇÕES DA PC LANÇA LIVRO

6 de outubro de 2012 1.117 visualizações 1 Comentario Imprimir este artigo Imprimir este artigo

Lairto Martins

O superintendente de investigações da PC Jeferson Botelho, no lançamento do livro Tráfico e Uso Ilícitos de Drogas

IPATINGA – O novo superintendente de Investigações e Polícia Judiciária (SIPJ) da Polícia Civil de Minas, Jeferson Botelho Pereira, lançou na noite dessa sexta-feira (28) seu livro Tráfico e Uso Ilícitos de Drogas, pela editora J.H. Mizuno. O lançamento aconteceu na Livraria Universo do Direito, na Rua Pedras Bonitas, Bairro Iguaçu. O doutor Jeferson Botelho foi apresentado na tarde desta sexta-feira (28) aos delegados do 12º Departamento de Polícia Civil, com sede em Ipatinga. Como superintendente de Investigações, Jeferson Botelho passa a integrar o Conselho Superior da Polícia Civil, que é a instância superior deliberativa da instituição e substitui o antigo superintendente, Wellington Perez. 
Durante o lançamento de seu livro, Jeferson Botelho conversou com a reportagem do JORNAL VALE DO AÇO sobre se livro e as propostas que ele apresenta para um novo modelo para o combate às drogas. “Há mais de 20 anos eu trabalho na repressão ao crime organizado, principalmente no combate ao tráfico de drogas. Nós desenvolvemos uma pesquisa em Buenos Aires, Argentina, sobre o tráfico de drogas visto como uma atividade sindical complexa e uma ameaça transnacional. Dai surgiu a necessidade de escrever uma obra que alcançasse a comunidade jurídica, e a comunidade estudantil de modo geral, aliando a prática com a teoria. O livro é uma abordagem importante do processo de enfrentamento ao narcotraficante, trabalhando a repressão, o tratamento e a prevenção ao uso de drogas”, relatou o superintendente.

O superintendente autografando seu livro para o Tenente Coronel Assis, comandante do 14° BPM

De acordo com ele, o primeiro passo para um combate eficaz ao tráfico de drogas é proteger as fronteiras do país. “O Brasil tem uma grande dificuldade para proteger suas fronteiras, considerando que ele faz divisa com 10 países. Uma área de 15.719 quilômetros. São 121 municípios e uma população em torno de três milhões de habitantes. Brasil e Argentina têm uma fronteira menor, em torno de 1700 quilômetros de extensão. No livro faço algumas propostas de acordos bilaterais, como forma de fortalecer a área de fronteira entre os dois países”, relatou o doutor Jeferson Botelho. 
Para isso o livro Tráfico e Uso Ilícitos de Drogas apresenta nove propostas de atuação em conjunto entre Brasil e Argentina. A primeira é o intercâmbio de políticas de prevenção entre os dois países. “A lei argentina 23737 serviu de modelo para que o Brasil pudesse reformular sua legislação. Na Argentina existe uma superintendência federal que cuida apenas da prevenção às drogas. Ela trabalha com a conscientização e tem seu foco voltado para que o cidadão não ingresse no mundo das drogas”, comparou o escritor.

Fortalecimento das fronteiras

Ele cita ainda outras propostas como uma política de fortalecimento das fronteiras. “Talvez a criação de uma força única entre Brasil e Argentina, sem que se fale de quebra da soberania dos dois países. Outra proposta é a criação de um presídio para encarcerar os narcotraficantes argentinos e brasileiros na zona de fronteira. Outra política importante é a criação de uma bolsa reabilitação, para famílias que tem dependentes químicos e não conseguem assistência na rede oficial. Isso já é uma política do Governo de Estado de Minas, através do projeto Aliança Pela Vida, com uma experiência importante em Teófilo Otoni e Juiz de Fora”, descreveu o doutor Jeferson Botelho.

O problema do crack

O superintendente também aborda o problema crescente do crack. “No Brasil faltam comunidades terapêuticas, principalmente para o cidadão envolvido com o crack. O crack é uma droga que tem grande potencial lesivo. Se não houver uma rede de tratamento de recuperação desses jovens envolvidos com a droga, infelizmente a sociedade brasileira vai sofrer muito. O dependente químico, quando está sob efeito da droga, é capaz de matar a sua própria mãe. Ele é capaz de enfrentar a estrutura do estado. Grandes assaltos, grandes sequestros, em todos eles os envolvidos estão sob efeito de drogas, principalmente do crack. Depois que ele entrou no Brasil o perfil da sociedade modificou-se de forma substancial. É preciso um novo modelo para combater as drogas. Primeiro trabalhando na prevenção, na conscientização. Dando escola, dando lazer. Evitando que o traficante venha a arregimentar os nossos jovens para seu exercito. Precisamos conscientizar a população brasileira para atrair o jovem para o exercito da paz. Assim iremos construir uma sociedade sadia aqui no nosso país”, concluiu o superintendente de investigações da Polícia Civil Jeferson Botelho. 

Fonte: JVA Online

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1 Comentario »

  • davi cardoso disse:

    assisti hoje a palestra do ilustrissimo dr jeferson botelho na fumesc machado/mg adorei muito a palestra. bastante legal de sua parte tratar de um tema tao controverso mas de forma bastante cativante.

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