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Polícia Civil termina uma história e começa outra

1 de fevereiro de 2010 2.379 visualizações 1 Comentario Imprimir este artigo Imprimir este artigo

Fonte: www.tonoticias.jor.br

clip_image001Após três anos e 15 horas de trabalhos sem parar, a Polícia Civil encontrou o copo de adolescente enterrado numa cova ano alto do bairro Eldorado. Até os populares que se aglomeraram no início dos trabalhos, com auxílio de uma retroescavadeira, já haviam deixado o local sem dar crédito ao resultado quando o objetivo foi alcançado.

A cada remoção de terra começou a surgir pedaços de lona plástica, sacos de linhagem e por fim veio o que parecia impossível. A ossada humana despontou em meio a terra e justificou os esforços dos policiais que passaram a escavar com pás e cavadeiras o buraco com três metros de profundidade.

Novamente o trabalho foi cercado por curiosos, em maioria residente no Morro do Eldorado próximo a caixa d´agua da COPASA. Marinalva de Jesus acompanhou o fim de parte do mistério sobre o desaparecimento do filho Farley Rosa de Jesus, que se arrastava por três anos.

Pouco antes da localização do corpo, ela disse, “Estou preparada para qualquer resultado, tomara que seja verdade, pois não agüento mais tanta angústia, noticias falsa, e conversa até de meu filho vivo em outro lugar”.

Nos últimos três anos, a peregrinação dela e a família nos gabinetes do delegado Jeferson Botelho e o chefe de Polícia Isaías pontes, sensibilizou os mais resistentes policiais envolvidos na investigação do Caso Farley Rosa.

Após ela reconhecer um cordão e um tênis do filho, os restos mortais da vítima assassinada, foram colocados num saco para ser levado ao IML. Ao fim dos trabalhos o delegado Jeferson Botelho Pereira deu uma exclusiva e emocionada entrevista a Rádio Teófilo Otoni onde agradeceu o apoio da equipe que o acompanhava.

“Quero dizer que mais uma vez que a insistência, persistência e a inteligência da equipe fizeram a diferença nesse caso que nos incomodava muito. Descobrir o paradeiro desse adolescente era questão de honra para nós, acima de uma simples missão policial. Com a credibilidade da Polícia Civil ante o Judiciário, conseguimos prender cinco pessoas e uma delas no ajudou a encontrar o local onde corpo poderia estar enterrado”, comentou delegado Botelho.

Em seguida, a entrevista a Rádio Teófilo Otoni quase foi interrompida, pois o delegado Botelho, ao agradecer o esforço da equipe, a emoção tomou conta e ele foi às lágrimas de forma inesperada. Antes que o público presente percebesse a inédita situação ele se recompôs e finalizou os elogios aos policiais que o acompanham.

“Essa emoção do delegado, a vibração da equipe pelo objetivo alcançado, reflete o nível de pressão que sofremos todos os dias, somos seres humanos e o clamor de Dona Marinalva nos últimos três anos nos incomodava, agora sentimos que nossa missão está parcialmente cumprida. Parabenizo a equipe por isso e lamentou que a família não tenha encontrado o filho vivo”, finalizou o chefe de Polícia Civil Isaías Pontes.

Outras quatro pessoas ainda estão desaparecidas em Teófilo Otoni e são os próximos alvos de trabalho da Polícia na cidade.

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