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POLÍCIA CIVIL RECONSTITUI CRIME QUE MOTIVOU A OPERAÇÃO NAÇÕES UNIDAS

17 de janeiro de 2010 5.835 visualizações 4 Comentários Imprimir este artigo Imprimir este artigo

DSC00656 A Polícia Civil reconstituiu na semana passada o bárbaro crime de homicídio qualificado pela utilização de meio que dificultou a defesa da vítima, em concurso com o delito de ocultação de cadáver previsto no artigo 121, § 2º, inciso IV c/c artigo 211 do CP, atribuído aos asseclas do chefe do crime organizado, Alan Lima Carvalho, 20 anos, conhecido por “Alan Cara Fina”, preso recentemente quando da realização da Operação Nações Unidas, desencadeada na madrugada do dia 30 de dezembro de 2009, na zona norte da cidade. O crime reconstituído teve como vitima o jovem Willian Ramos.

A reprodução simulada dos fatos é meio de prova prevista na legislação processual penal, sendo uma faculdade determinada pela Autoridade policial no curso das investigações, a fim de verificar a possibilidade de o delito ter sido cometido em determinadas circunstâncias, em casos de complexa elucidação, principalmente quando houver dúvidas sobre posicionamento, distância, existência de obstáculos, limitando-se apenas a questões ligadas à ordem pública e aos bons costumes, também prevista na legislação alienígena, como no direito argentino, previsto nos arts. 221 e 222, Costa Rica, no art. 192, Peru, art. 146, 2ª parte, Equador, art. 112, Honduras, art. 321 ao 327 e no art. 182 do diploma processual uruguaio, explicou o Delegado de Polícia, Dr. Jeferson Botelho.

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Na operação Nações Unidas foram utilizados mais de 80 policiais e 15 viaturas, ações coordenadas pelo Delegado de Polícia, Dr. Isaias Pontes de Melo, Chefe do 15º Departamento de Polícia Civil, que elogiou o empenho das equipes em não desistir da missão até que o objetivo fosse alcançado.

A missão foi distribuída a cada policial, com os alvos definidos, as respectivas medidas cautelares expedidas pela Justiça local, tudo devidamente esquematizado e planificado para garantia do sucesso nas ações. O batismo da operação Nações Unidas se deu ao fato dos marginais terem esconderijo em ruas com nomes de países nas vilas Betel e Felicidade.

O fator principal e motivador da Operação Nações Unidas foi a brutal morte do jovem Willian Ramos Lemos, que teve seu corpo enterrado nos fundos da Vila Betel, na localidade denominada Barreiros.

Numa investigação meticulosa e detalhada chefiada pelo Delegado de Polícia, Dr. Jeferson Botelho, titular da Divisão de Tóxicos e Entorpecentes e da Divisão de Homicídios, agentes da Polícia Civil apuraram com tenacidade a autoria do crime que vitimou William Ramos Lemos, apontando a participação de pelo menos treze pessoas, dentre elas 05 menores, dos quais três foram apreendidos pela Polícia Civil, que representou pela internação provisória desses jovens delinqüentes, com base na Lei 8.069/90, os quais se encontram atualmente recolhidos no Centro de Internação de Teófilo Otoni-MG, à disposição da Justiça da Infância e Juventude, além de outras seis pessoas que foram presas pela Polícia Civil e recolhidas ao presídio local à disposição do Poder Judiciário. Dois adultos e dois menores estão foragidos.

Na operação, o autor ALAN CARA FINA conseguiu furar o cerco e bloqueio montado pela polícia, no alto do Bairro Felicidade, pulando um barranco de mais de cinco metros de altura, deixando para trás uma pistola calibre 380, com dois carregadores acoplados, elevando a sua capacidade para 30 tiros. O perigoso delinqüente era temido nos bairros Felicidade e Vila Betel em função de suas ações desalmadas, cruéis e desumanas, impondo toques de recolher e promulgando leis próprias criadas para satisfação de suas vaidades pessoais e de seus interesses particulares, instalando uma espécie de “estado paralelo”. Na parte da tarde do mesmo dia, a Polícia fechou o cerco ao Cara Fina, que foi localizado e preso numa casa do bairro São Cristóvão, ocasião em que estava armado com um revólver calibre 38, municiado. Outras 16 pessoas foram conduzidas à Delegacia de Polícia Civil. Foram apreendidas armas, munições, dinheiro, celulares, drogas e outros objetos de interesse criminal.

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Era comum deparar com o autor “Cara Fina” transitando escoltado por dois comparsas armados nas ruas no bairro Felicidade, numa demonstração de seu poder de mando e dominação, inclusive com uma inscrição no imóvel do antigo Posto de Saúde da Vila Betel, com os dizeres: “Cara Fina vai te pegar”. O criminoso era uma espécie de ditador, onde acreditava que o Estado era ele, “L’É tat c’est moi”, pois fazia doação de medicamentos e alimentos, ameaça pessoas, ditavas normas, e garantia que nenhum furto era praticado na sua área de atuação.

Após a Operação Lei e Ordem, Inquérito Policial nº 064/09 que encerrou com 33 volumes e 6.500 páginas, um dos maiores procedimentos em volume já existente na Delegacia de Polícia Civil, que apurou um grande esquema do crime organizado que agia em Teófilo Otoni, e mandou para a prisão várias pessoas ligadas ao crime, com indiciamento de 19 pessoas envolvidas com o crime organizado em Minas Gerais, a polícia não parou e era uma questão de honra desmantelar a quadrilha que vinha matando na cidade, causando medo á população.

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O delegado de Polícia, Dr. Jeferson Botelho, informou que a Polícia Civil em Minas Gerais vem trabalhando com muita força e técnica para estancar o crime organizado no estado, e em Teófilo Otoni, não é diferente, a Polícia demonstra compromisso com a segurança pública e apresenta um qualificativo importante para assegurar a paz social, que é a intervenção qualificada, mediante a aplicação de conhecimentos técnico-científicos na produção das provas, sendo o ponto mais relevante para assegurar uma melhor qualificada de vida da população, lançando as boas experiências investigativas, a começar nos idos de 2005 quando da execução da Operação Gênesis, passando pelas operações Exodus, Andes, Blindagem, Apocalipse, Águas Belas, Campanário, Vida Longa, Lei e Ordem e agora Nações Unidas, tirando de circulação mais de 400 envolvidos em diversas modalidades criminosas.

O delegado Botelho também destacou a ótima parceria com a o Poder Judiciário e o Ministério Público, nas ações de repressão ao crime organizado realizadas na cidade, citando os nomes dos promotores de Justiça, Dr. Hélio Pedro Soares e Ana Cláudia Lopes, além de ressaltar a qualidade dos policias civis que trabalharam nas Operações da Polícia desde o ano de 2005, o que contribuiu para a diminuição do crime no Estado de Minas Gerais, especificamente na cidade de Teófilo Otoni e na região.

Na reconstituição, prevista no artigo 7º do Código de Processo Penal, determinada pelo Delegado Jeferson Botelho, o investigado Alan Cara Fina revelou minúcias do assassinato da vítima Willian Ramos Lemos, desde a abordagem na Rua Suécia até o sepultamento do corpo na região do Barreiro. O autor Cara Fina é cruel, desumano e sem Deus no Coração, matava impiedosamente e enterrava suas vítimas, adiantou o Delegado Botelho.

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Interrogado na Polícia Civil, Alan Cara Fina confessou o cometimento de três homicídios e vários assaltos a postos de gasolina, farmácia e lojas lotéricas, inclusive contou com riqueza de detalhes o planejamento e execução do mega assalto praticado contra uma loja lotérica na cidade de Itaipé/MG, agredindo a funcionários e clientes da loja, mas a polícia acredita que Alan Lima Cardoso tenha envolvimento em diversos outros homicídios e assaltos na cidade e região.

A polícia acredita que tenha prendido os três matadores da zona norte da cidade, o Alan Cara Fina, Flávio da Costa Silva, o “Cabritinha” e Lourran Ferreira da Silva, mas agora procura os criminosos Douglas Francisco de Oliveira, conhecido por “Gão” e Carlos Henrique Fernandes Gomes, vulgo “Neném”, envolvidos em homicídios e assaltos na cidade e região.

Ao final dos trabalhos, os policiais civis se mostraram entusiasmados com os resultados obtidos, atribuindo às ações exitosas o profissionalismo e a determinação do corpo policial, numa demonstração inequívoca da força da Polícia Civil no controle e redução dos índices de criminalidade na cidade.

 

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Fonte: Jornal Tribuna do Mucuri – Teófilo Otoni/MG.

Data 13/01/2010.

Jornalista: Vilmar Souza e Silva

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4 Comentarios »

  • Morganna disse:

    Só tenho que agradecer(…) Parabens pelo trabalho!

  • ailthon disse:

    isso mesmo,tem que ser banido da sociedade de uma vez por toda;esse ”tipo”de gente.
    afinal de contas a policia esta ai pra isso mesmo.
    a populaçao merece ao menos um pouco sucego…

    parabens para a policia..

    queremos sempre poder contar convosco..
    pois toque de recolher nunca deve ser aceito..
    nao estamos em país de ditadura..

  • ailthon disse:

    isso mesmo,tem que ser banido da sociedade de uma vez por toda;esse ”tipo”de gente.
    afinal de contas a policia esta ai pra isso mesmo.
    a populaçao merece ao menos um pouco sucego…

    parabens para a policia..

    queremos sempre poder contar convosco..
    pois toque de recolher nunca deve ser aceito..
    nao estamos em país de ditadura..

    nascido ai..crescido e vivido em sao paulo..

  • Zilma disse:

    Valeu fui vitima desse sujeito no assalto da loteria de itaipe,a policia fez um bom trabalho, toda equipe esta de parabens.

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