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OPERAÇÃO APOCALIPSE – POLÍCIAS CIVIL MINEIRA/PARANAENSE E PRF PRENDEM TRAFICANTE FELÍCIO MARIANO DA CRUZ JÚNIOR

16 de novembro de 2007 4.522 visualizações 1 Comentario Imprimir este artigo Imprimir este artigo

Quadrilha atuava em vários estados e seria responsável pela morte de 50 pessoas. Criminoso será levado para Teófilo Otoni
Landercy Hemerson 

  Jornal Estado de Minas
 
 Cerco da polícia paranaense capturou Felício Mariano da Cruz Júnior em estacionamento de banco

FELICIO

O traficante Felício Mariano da Cruz Júnior, de 42 anos, será transferido para Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, a 446 quilômetros de Belo Horizonte, na próxima semana. Ele é o terceiro na hierarquia da organização criminosa que atuava no tráfico de drogas na região e Sul da Bahia, e único chefe ainda em liberdade. Há três anos, policiais civis da Delegacia de Repressão a Tóxicos e Entorpecentes de Teófilo Otoni investigam as ações do bando, que começou a ser desarticulado em dezembro de 2005. O grupo teria ligações com criminosos da organização paulista Primeiro Comando da Capital (PCC).

Felício Júnior, o “Felicinho”, foi preso na quarta-feira pelo Grupo de Diligências Especiais (GDE) da delegacia de Foz do Iguaçu, no Paraná. De acordo com o delegado regional Márcio Vinícius Amaro, na segunda-feira os policiais mineiros lhe enviaram um dossiê com informações sobre o paradeiro do criminoso. Foi então montado um cerco no estacionamento de um banco.

“Fui informado pelo delegado Jeferson Botelho, de Teófilo Otoni, que a namorada do acusado faria saques numa agência bancária daqui. Enviaram-me um relatório em que consta contra Felício três mandados de prisão decretados pela Justiça de Minas, por crimes de tráfico de drogas e homicídios. Pelo que me disseram, a quadrilha dele é formada por mais de 200 pessoas, das quais 140 estão presas, e já matou mais de 50 pessoas”, afirmou Amaro.

O delegado Jeferson Botelho não foi encontrado ontem para falar sobre o caso. Na Polícia Civil, em Belo Horizonte, ninguém estava disponível para falar sobre a transferência do criminoso. Segundo os policiais paranaenses, o governo mineiro enviará um avião a Foz do Iguaçu na segunda-feira.

Além de Felício, na ação do GDE foram presos a namorada, Sâmara Hawaslla, de 19, que disse que nasceu na Jamaica, mas foi criada em Teófilo Otoni, e Diogo Lopes Batista, de 18, que é de Governador Valadares. “Reforçamos a segurança na cadeia, pois sabemos que, com a divulgação da prisão, há interesse de organizações criminosas em resgatá-lo. Sabemos que ele movimentava cerca de R$ 500 mil por mês na conta bancária, que servia para que seus comparsas depositassem o dinheiro da venda de drogas”, informou o delegado Amaro.

Ao ser presa, Sâmara estava com R$ 3 mil em dinheiro, que sacou do banco a pedido de seu namorado. No carro de Felício, um Fiat Uno, foram encontradas pedras semi-preciosas. “Fizemos a perícia, pois imaginamos uma possível ligação dele com o tráfico de pedras, já que Teófilo Otoni é um dos pólos produtores. Apreendemos também vários documentos, que vão ajudar o pessoal de Minas na identificação de outros envolvidos com a quadrilha”, contou Amaro.

Na casa do acusado, os policiais paranaenses apreenderam duas pistolas. Diogo Batista, que estava no local, foi detido por posse de arma. O delegado Amaro disse que, apesar de Diogo morar em Valadares, próximo a Teófilo Otoni, não foi constatado mandado de prisão contra ele ou qualquer passagem pela polícia. “A princípio, ele fica preso em Foz do Iguaçu pela posse ilegal de arma e não será transferido para Minas”.

INVESTIGAÇÕES O inquérito que apurou os crimes da quadrilha foi concluído em janeiro do ano passado pela Delegacia Regional de Teófilo Otoni, com o indiciamento de 45 pessoas por associação ao tráfico de drogas, homicídio, furto, assalto, crime contra o sistema financeiro e estelionato. O delegado Jeferson Botelho Pereira, que presidiu as investigações, também solicitou à Justiça o seqüestro de bens de todos os envolvidos.

A quadrilha começou a ser desbaratada em dezembro de 2005, quando os policiais civis de Teófilo Otoni prenderam em Praia Grande, no litoral de São Paulo, Ângelo Gonçalves de Miranda Filho, o “Anjo”, de 24 anos, que seria o líder do grupo. Dois dias depois, uma megaoperação, envolvendo 100 policiais, cães farejadores e helicóptero da Polícia Civil, resultou na prisão de outros 27 integrantes da quadrilha, numa “fortaleza” no Bairro Manoel Pimenta, em Teófilo Otoni. Tempos depois foi preso o segundo homem da organização, Anderson Ferreira dos Santos, de 20, e que atuava na Pedreira Prado Lopes, em Belo Horizonte. 

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1 Comentario »

  • Patty disse:

    Realmente não temos a capacidade de saber quem são as pessoas!Esta história teve um fim triste e trágico,deixando um rastro de destruição em muitas famílias!!!

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