Home » Notícias

Operação Apocalípse da Polícia Civil – A queda de Felício

24 de novembro de 2007 4.437 visualizações Nenhum Comentário Imprimir este artigo Imprimir este artigo





Untitled Document

Equipe da PCMG no Paraná

Chegou hoje a Teófilo Otoni o procurado traficante Felício Mariano da Cruz Júnior – Felicinho. Relatórios da Polícia Civil de Minas Gerais apontam sua participação em mais de 50 homicídios. Acuado pela quantidade de provas existentes contra si, Felício admitiu suas atividades de tráfico de drogas e responsabilizou um grupo de traficantes rivais com atuação no Litoral de São Paulo, Belo Horizonte e Teófilo Otoni pela morte de sua esposa e dois filhos em outubro de 2006.

Entrevistado pelo Delegado Regional Isaias Pontes de Mello e pelo delegado Jeferson Botelho Pereira, Felício disse que estava foragido em Foz do Iguaçu juntamente com Sâmara Hawaslla Aguilar, sua namorada de 19 anos.

A operação de escolta de Felícinho de Foz do Iguaçu para Teófilo Otoni foi chefiada pelo delegado Jeferson Botelho juntamente com os agentes Magno Ferreira e Zeli Luiz, com apoio de informações do agente Carlos Alberto. Ele foi transportado de Foz do Iguaçu até Belo Horizonte, passando pelo Rio de Janeiro num voô comercial da TAM sem sequer ser percebido pelos passageiros, dado o sucesso das cautelas seguidas para o transporte que contou ainda com a colaboração da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Federal, em especial das delegacias dos aeroportos de Foz do Iguaçu, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Duas equipes fortemente armadas com fuzis cal. 762 do COPE – Coordenação de Operações Especiais da Secretaria de Assuntos Prisionais Mineira reforçaram a segurança do transporte por terra de Belo Horizonte até Teófilo Otoni.

Felício monitorava as comunicações da Polícia Militar de Minas Gerais através rádios amadores e repassava as informações para seus comandados nos bairros de Teófilo Otoni. Após a eclosão da Operação Genesis em 2005, Felício fugiu para o litoral Paulista onde suas atividades de tráfico foram alcançadas pela investigação da Polícia Civil Mineira através de uma nova Operação, a Exodus. Com a chacina da família do traficante, Felício fixou bases em Foz do Iguaçu – Paraná onde novamente foi alcançado pelas investigações do Serviço de Inteligência da Regional de Polícia Civil de Teófilo Otoni, cujas informações ajudaram a Polícia Paranaense.

O apoio do Policial Rodoviário Federal Marcos Pierre, ex-agente da Polícia Civil de Minas Gerais foi crucial na prisão de Felício e Samara. De posse das informações recebidas da 14ª DRPC – Teófilo Otoni Pierre reviveu seus melhores momentos como investigador e juntou-se aos agentes da PCPR do GDE – Grupo de Diligências Especiais da 6ª DPC de Foz do Iguaçu localizando a casa onde estava. Felicio e sua namorada Samara foram presos enquanto sacavam três mil e quinhentos reais numa agência da Caixa Econômica Federal de Foz.

Segundo o Delegado Jeferson Botelho as apurações não terminaram. Em sua cruzada contra o tráfico de drogas, Botelho, que chefia a Divisão de Tóxicos e Entorpecentes de Teófilo Otoni comemorou a junção de atividades com o Serviço de Inteligência da 14ª DRPC. Afirmou ainda que a criminalidade difusa é o principal efeito cuja causa é o tráfico de drogas emergente, sendo que, o outro efeito somatizado é o recrudecimento da violência que só pode ser combatido com ações de humanização do inquérito policial e a estruturação de investigações tecnológicas e inteligência.

WhatsAppFacebookTwitterPinterestGoogle+

Deixe um comentário!

Faça seu comentário abaixo, ou um trackback do seu site. Você também pode se cadastrar nesses comentários via RSS.

Seja simpático. Permaneça no assunto. Não faça spam.

Você pode usar essas tags HTML:
<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

O Gravatar está ativado. Para ter sua imagem nos comentários, registre-se no Gravatar.