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Operação Andes – Polícia Civil alcança os chefes do tráfico

15 de abril de 2008 16.375 visualizações Nenhum Comentário Imprimir este artigo Imprimir este artigo

Preso em Minas bando ligado ao PCC
Polícia Civil apresenta 13 dos 23 acusados de integrar megaquadrilha, presos esta semana. Bando, que tem base em BH, vem sendo caçado desde 2005
Pedro Ferreira – Estado de Minas

Megaquadrilha de tráfico de drogas, que atuava em Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, e na Região Oeste de Belo Horizonte, teve 23 integrantes presos esta semana, sendo 13 deles apresentados quinta-feira pela Polícia Civil, na capital. Todos foram pegos na Operação Andes, que começou em outubro, com um trabalho de inteligência, de levantamento de provas em Minas, Espírito Santo, São Paulo e Bahia. Em novembro de 2006, 41 criminosos da mesma organização já tinham sido detidos nos vales do Mucuri e do Jequitinhonha, na Operação Êxodus, uma seqüência da Operação Gênesis, que havia prendido outros 29, em dezembro de 2005. Segundo a polícia, os chefes do bando têm ligação direta com a organização criminosa paulista Primeiro Comando da Capital (PCC).

Entre os presos apresentados está a advogada Andréa Maria Borges, de BH, acusada de ser o braço direito de Anderson Ferreira dos Santos, o Andinha, principal chefe de um dos ramos da organização criminosa no Aglomerado Morro das Pedras, na Região Oeste da capital. Ele foi preso dia 2, na BR-381, quando chegava de Porto Seguro (BA), com 109 pontos de LSD para vender em um festival de música baiana no Mineirão. A advogada é acusada ainda de tentar subornar policiais com R$ 200 mil e de oferecer uma motocicleta avaliada em R$ 30 mil para libertar Andinha. A proposta foi registrada numa interceptação telefônica.

Além de Andréa e Andinha, foram apresentados Wanderson Alves Pereira (Tim Capinha), Carlos Alexandre da Silva (Nem Sem-Terra), Fabrício Teixeira Louredo (Lourinho), Cristiano Ferreira (Nariz), Eufrásio Gomes Cardoso, Marlon Pinheiro dos Santos (Periquito), Júlio César Batista Ramos (Gordinho), Nathália Rodrigues de Oliveira, todos presos em BH; Edmundo Martins Alves, detido na Bahia; Sanderlei da Silva Fernandes, em Santos; e Ana Cláudia Dias de Souza, em VItória (ES). Em Teófilo Otoni, foram presos outros 10 acusados.

De acordo com o promotor Hélio Pedro Soares, de Teófilo Otoni, a cidade do Vale do Mucuri é estratégica para o tráfico de drogas, por ser cortada pela BR-116, a Rio-Bahia, principal ligação rodoviária do Sudeste ao Nordeste do país. Com a ação da Polícia Civil e do Ministério Público, segundo ele, os bandidos se reorganizaram em outras regiões, com ramificações no litoral paulista, em Porto Seguro (BA) e em Vitória (ES), a partir de Teófilo Otoni. Não estamos iludidos de que uma operação como esta vai acabar com o crime. Daqui a dois ou três anos, voltaremos a agir, porque, certamente, tudo se reorganizará. Um ponto que vamos atacar de imediato é o levantamento dos bens da quadrilha. É importante reter todo o patrimônio dos criminosos, pois só assim conseguiremos acabar com a organização ou pelo menos dificultar sua reestruturação, afirmou o promotor.

A Justiça já apreendeu uma lancha da quadrilha, em Porto Seguro, e seqüestrou uma pousada, em Trancoso, no Sul da Bahia, além de casas e apartamentos de luxo, em São Paulo, e concessionária de veículos, em Praia Grande (SP). Em BH, não há notícias de patrimônio, pois a gangue agia numa região carente. Geralmente, a quadrilha adquire patrimônio em outro lugar, acrescentou o promotor, que disse que vai investigar os bens dos acusados na Receita Federal e na Federação Brasileira dos Bancos.

Apesar de não ostentar riqueza, Andinha costumava fazer algumas extravagâncias, segundo a polícia. Recentemente, ele levou três mulheres de programa a um motel e a conta ficou em R$ 1,5 mil. Na Páscoa, deu uma festa para 1 mil pessoas no Morro das Pedras e distribuiu 700 cestas básicas, com um ovo de chocolate número 20. Andinha e a advogada, segundo a polícia, estavam criando uma organização não-governamental (ONG) no aglomerado.

Quando se trata de inimigos e traidores da gangue, porém, Andinha não tem piedade, informa a polícia. Ele cometia homicídios da forma mais cruel possível. Tivemos pessoas mutiladas a mando dele, conta o delegado regional de Teófilo Otoni, Isaías Pontes de Melo. Um parente do traficante teve o automóvel furtado na cidade. No dia seguinte, os dois autores foram seqüestrados, amarrados numa trave de campo de futebol e torturados. Um deles morreu e foi enterrado. O outro teve a mão direita decepada, acrescentou Isaías.

Mandante

Andinha é apontado pela polícia como o principal mandante de assassinatos registrados nos últimos anos em Teófilo Otoni. De 17 vítimas de homicídio, 15 tiveram a sentença de morte decretada por ele. Mandou matar até pessoas da quadrilha que tinham matado sem autorização dele, informou o policial. Havia uma guerra pela defesa do território, por uma posição melhor no bando ou para manter hegemonia territorial e afastar concorrentes. No ano passado, a gangue teria matado 46 pessoas na cidade e, em 2006, mais 53.

A quadrilha é acusada ainda de assaltos e furtos. Uma metralhadora ponto 40, apreendida em Mato Grosso, teria sido alugada por R$ 60 mil para uma série de ataques a bancos, no Noroeste de Minas, ano passado. A suspeita vem sendo investigada e a arma passará por um exame de balística.

Fonte: Portal Uai, acesso em 11/04/2008

operação andes

dr. jeferson botelho

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