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Falácias Cabotinas

24 de fevereiro de 2007 940 visualizações 1 Comentario Imprimir este artigo Imprimir este artigo

FALÁCIAS CABOTINAS

* Bel. Jefferson Botelho

Banho de ética é sempre necessário quando as coisas vão de mal a pior. Agora é preciso, sim, lutar em favor de melhorias visando sempre o crescimento de um povo e jamais pensando em promoções pessoais, disparando aberrações contra órgãos e seus agentes.

 

Tem muita gente por aí querendo aparecer com as chamadas crises de Segurança Pública. Recentemente, num encontro de “falsos especialistas” do ramo realizado no início do mês em Belo Horizonte/MG, sem a presença de profissionais da Segurança Pública, algumas pessoas cabotinas, propuseram medidas fantasmagóricas, dentre outras, a exclusão do interrogatório da Polícia Civil, sob a falsa alegação de que na Instituição Policial, ainda utiliza-se de práticas odiosas, invocando a Lei de Tortura e dos Direitos Humanos dos marginais.

 

Disseram que nas Delegacias de Polícia, os profissionais de segurança, de forma genérica, utilizam-se de torturas para obtenção de confissões de indiciados. Ledo engano. São puras diatribes de pessoas covardes e oportunistas que se utilizam o poder para lançar ofensas à Polícia e vomitar baboseiras à toa, atingindo pessoas íntegras e comprometidas com a defesa dos interesses da sociedade, às vezes desprezando a vida e vencendo a morte, lema maior de homens bravos e corajosos que enfrentam perigosos marginais em prol da vida em comunidade.

 

Primeiro esses falsos defensores da Justiça precisam respeitar uma Instituição Policial séria, cujos servidores lutam arduamente para o crescimento da sociedade, na maioria das vezes, arriscando suas próprias vidas na perseguição de bandidos desalmados.

Essas pessoas inescrupulosas devem ou deveriam saber que em toda regra há exceção. Devem ou deveriam saber que em toda instituição existem pessoas honestas e desonestas, pessoas corruptas e inconcussas. Não se podem olvidar que existem pessoas bandidas homiziando atrás de uma gravata ou detrás de um terno ou até mesmo atrás de um alto posto.

 

Existem servidores que dia-pós-dia mergulham nos livros, nas suas atividades profissionais e se dedicam com brilhantismo para a grandeza da sociedade, vestindo de verdade a camisa da Segurança Pública de Minas Gerais e da Justiça.

 

Querem suprimir o interrogatório da Polícia Civil, como se este fosse o principal causador dessa esculhambação hodierna. Querem introduzir princípios alienígenas como fragmentariedade, insignificância, co-culpabilidade social, imputação objetiva, intervenção mínima e outros zaffarônicos da vida, como se essas quimeras fossem a salvação do nosso Sistema Penal.

 

Esqueceram-se do mais trivial. Para mudar isso tudo é mister reformular a Constituição Federal, a Constituição Estadual e o Código de Processo Penal. Um simples pensamento arredio não tem a credibilidade necessária para se modificar uma estrutura sólida e nem tampouco tem o condão de fazer ecoar essas idéias malucas além de uma sala de reunião.

 

Esses camaradas são autênticos cabotinos de plantão, aguardando os holofotes da mídia para estilhaçar seus golpes certeiros de autopromoção: aquele que faz barulho em torno de seu próprio nome, procurando atrair a atenção sobre si. Aquele mesmo operador ambulante da primeira metade do século XVII, que percorria a França, engazopando seus crédulos ouvintes com suas farsas e charlatanices.

 

A sociedade não quer saber de tipicidade conglobante, de teoria dogmática do delito, de tipos congruentes, de estratificação do delito, de teoria abolicionista, e outros mais. O povo realmente necessita saber é quando viverá em paz, longe desses bandidos cruéis, que matam, roubam, estupram e espalham medo e terror em todo lugar. O povo quer uma Polícia atuante, coesa, equipada, dotada de homens equilibrados e um Poder Judiciário próximo, acessível a todos. O povo quer Justiça com efetividade e brevidade, cumprindo sua real função estatal pacificadora, como escopo magno da jurisdição, com ruptura do formalismo processual, seguindo uma nova tendência para a pronta solução dos litígios e, buscando, destarte, a chamada ordem jurídica justa. Justiça para proteger direitos e não para edificar Fábrica do Medo.

  • Professor da Faculdade de Administração em Teófilo Otoni/MG;
  • Professor de Direito Penal I e III e Processo Penal I – Faculdade de Direito de Teófilo Otoni/MG;
  • Delegado de Polícia Civil – Titular da Divisão de Tóxicos e Entorpecentes em Teófilo Otoni/MG;
  • Pós-graduado em Direito Penal e Processual Penal “lato sensu” , pela FADIVALE.
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1 Comentario »

  • Bianca disse:

    E aí, JB…
    ehhehe, gostei do site..
    posta as provas depois viu?! ehhehehe
    bjo.
    PT

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