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CONHECENDO O HAXIXE

4 de junho de 2010 6.471 visualizações Nenhum Comentário Imprimir este artigo Imprimir este artigo

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A luta contra o tráfico e uso de substâncias que causam dependências possui inimigos endógenos e exógenos, físicos, psíquicos e sociais, e não se limita, evidentemente, à elaboração legislativa. Visará, mais, à eliminação dos fatores que possam levar à Toxicomania e à construção de mecanismos de repressão e repulsa ao tráfico.” (Vicente Greco Filho)

A sociedade brasileira tem sido atingida por um dos maiores problemas vivenciados nos últimos tempos, que é a dependência desenfreada das drogas, que tem ceifado um número incalculável de vidas, com maior incidência sobre os jovens, tanto pelas drogas lícitas, que são usadas livremente, quanto pelas ilícitas, penalmente reprováveis no atual ordenamento jurídico e no meio social.

O Governo Federal, recentemente fez publicar o Decreto 7179/2010, instituindo o Plano Nacional de Enfrentamento ao Crack e a outras drogas ilícitas, chamando toda sociedade a mobilizar-se na luta contra esse câncer que mata milhares de pessoas no mundo.

A nossa missão enquanto autoridade estatal, pesquisador e educador é mostrar para a sociedade e chamar a sua atenção para esse mal que tem destruído milhares de famílias.

Trata-se de um problema social gravíssimo a exigir a participação de todos para estancar esse mal que cresce violentamente em nosso meio.

É necessário que o Estado passe a estudar e adotar urgentemente medidas públicas para minimizar o problema que afeta famílias, sociedade e o próprio Estado como todo, assumindo com responsabilidade social medidas efetivas de prevenção, repressão qualificada e tratamento terapêutico.

Hoje, não falaremos sobre a maconha, a cocaína, o crack, o LSD, o paco, a merla, a heroína, a morfina, o cristal e outras substâncias entorpecentes. Vamos abordar acerca do pouco conhecido haxixe.

Era consumido inicialmente em São Paulo, mas já atingiu o país inteiro, com recentes apreensões em Minas Gerais, em especial na cidade de Governador Valadares. É uma erva parecida com a maconha, mas com efeitos potencializados. Causa tantos estragos à saúde quanto a maconha.

O haxixe é uma substância mais ativa, extraída da própria maconha. Enquanto a maconha contém 1% de THC, o haxixe contém até 14%. É habitualmente transformado em pó e misturado ao tabaco normal para ser fumado em cachimbo.

É, em sua maior parte, produzido no Norte da África, Paquistão, Nepal, Líbano e Turquia, sendo contrabandeado para os Estados Unidos e Europa.

A faixa da população que usa o haxixe é a mesma que usa a maconha, mas observa-se que esta é mais comum entre pessoas que estão tendo os primeiros contatos com a droga ou que a usam esporadicamente. O haxixe é mais encontrado entre os já iniciados e entre os fumantes contumazes, que necessitam doses mais fortes da droga. É moldado em pequenas barras ou bolos de cor marrom-escura e seu óleo é bem mais potente.

Haxixe (do hebraico Hashish) é uma resina extraída das folhas e das inflorescências femininas de Cannabis sativa (planta popularmente conhecida como maconha), seu preparo consiste na coleta dos brotos oleosos, com posterior maceração desses até formarem bolas ou tabletes endurecidos de aspecto verde-escuro. Os tabletes são misturados à maconha ou ao tabaco e fumados na forma de cigarros, cachimbos, etc. Tem maior concentração de THC do que a maconha comum, portanto os seus efeitos sobre o organismo humano são mais fortes.

O restante material da planta é conhecido como kif. O kif é comprimido em blocos que são facilmente armazenados e transportados, sem que o THC que contêm se degrade devido à oxidação.

Na religião hindu o haxixe é considerado um presente dos Deuses. De fato, diz-se que a planta teve origem quando Shiva (uma das personalidades de Deus na tríade dessa religião), chegando a um banquete preparado por sua esposa Parvati, baba ao ver tantas delícias e de sua saliva surge a planta abençoada.

Os Shaivas, devotos de Shiva, fumam continuamente a ganja (a planta feminina) com o charas (a resina das flores) para meditarem e se elevarem espiritualmente. Eles consideram que o chilum (o cachimbo onde a planta é fumada) é o corpo de Shiva, o charas é a mente de Shiva, a fumaça resultante da combustão da planta é a divina influência do Deus e o efeito desta, sua misericórdia.

Efeitos agudos
  • Aumento da sensibilidade, maior percepção de cores, sons, texturas e paladar.
  • Aumento do apetite (larica).
  • Percepção errada do tempo.
  • Aumento da capacidade de introspecção.
  • Aumento do desejo sexual.
  • Sensação de relaxamento.
  • Vontade de rir.
  • Olhos avermelhados.
  • Boca seca.
  • Taquicardia.
  • Introspecção (consumo prolongado).
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